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segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu acredito em Deus!

 "Mas não sei se o Deus em que eu acredito é o mesmo Deus em que acredita balconista, a professora, o porteiro.
O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém. É uma idéia, uma energia, uma eminência. Não tem rosto, portanto não tem barba. Não caminha, portanto não carrega um cajado. Não está cansado, portanto não tem trono. O Deus que me acompanha não é bíblico. Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova. O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade. O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras, e nossa penitência é a reflexão. Ave Maria, Pai Nosso: isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo. O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem? O Deus em que acredito não é tão bonzinho: me castiga e me deixa uns tempos sozinha. Não me abandona, mas me exije mais do que uma visita à igreja, uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: dentro. É onde tudo acontece e Este é o Deus que me acompanha. Um Deus simples. Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe-tudo e vê-tudo. Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: um abraço numa amiga, uma música na hora certa. Meu Deus é humilde. Não posso imaginar um Deus repressor e não posso imaginar um Deus que não sorri. Porque quem não te sorri, não é teu cúmplice...
 
(desconheço a autoria, mas é absolutamente coerente e por isso maravilhoso!)

Um abraço.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dúvidas e mais dúvidas...

Como sempre, alimentando o meu hábito de ler coisas que chegam a mim, quando o assunto me parece interessante quase sempre é polêmico. Novamente, gostaria de apresentar mais um texto coletado na rede que vai de encontro à maneira de pensar de muita gente. Mas como eu gosto desse tipo de provocação, ou seja, "levantar lebres" para fazer pensar e verificar o que recebo de volta, aí vai a "pergunta que não quer calar":

"QUEM FALA A VERDADE?
Por que existem tantas RELIGIÕES e tantos DEUSES? De fato quais são os verdadeiros?
Oras, existem e já existiram tantas religiões e tantos deuses que fica confuso acreditar quem fala a verdade.

Na Grécia antiga, por exemplo, os gregos nasceram, viveram e morreram acreditando em seus ritos, crenças religiosas e deuses.



Hoje, um cristão pode afirmar com convicção que os gregos antigos, nasceram, viveram e morreram numa ilusão.


Ou seja, cada membro de determinada religião é dono da verdade e os demais de outras religiões vivem numa ilusão.
Então, para tais religiosos, os ateus e agnósticos são seres irracionais?


E se no futuro próximo surgir uma nova religião que domine o Ocidente e, tais fiéis dessa nova religião digam que os cristãos nasceram, morreram e viveram numa ilusão?


Não é assim que funciona o mundo? Cada religião e cada civilização vencedora ditam as regras e detém o conhecimento da sociedade, da origem da vida e do Universo?


Afinal, quem fala a verdade?

Acho que os únicos que podem falar a verdade são os agnósticos e os ateus por estarem longe desse jogo da briga entre os deuses dessa ou daquela religião.

VOZ DO BRASIL é um boletim que discute questões polêmicas 
na sociedade, no Estado e na cultura brasileira




"

Um abraço a todos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Olá amigos!

Pois é, ultimamente não tenho tido muita inspiração e nem me sentido ofendido ou indignado com nenhuma novidade além das que já postei e às vêzes volto a "refrescar" a memória de vocês.

Sabem, na verdade estou cansado de ouvir e falar sobre tantas denúncias, críticas, falatórios, enfim, sobre todos os problemas que a sociedade humana enfrenta por pura falta de atenção para consigo. A culpa da nossa vida não melhorar é nossa mesmo. Pensemos quantas coisas fazemos porque todo mundo faz. Quantas atitudes tomamos por pura imitação, sem saber se de fato é a melhor saída ou a melhor solução? Abandonamos o pensamento. Desenvolvemos uma preguiça profunda de ler, pesquisar, aprimorar o nosso conhecimento e pior do que isso deixamos de por em prática. Mas porque deixamos de lado algo que sabemos se tratar do melhor caminho ? Eu sei: deixamos de acreditar em nós. Perdemos a confiança da decisão pensada e caímos na insegurança por medo do erro, fugimos justo deste que é tão importante para o nosso crescimento, caramba! Não é errando que se aprende? Agindo por imitação não nos responsabilizamos sozinhos e sim dividimos a culpa caso dê errado, afinal, todos fazem da mesma forma. Assumir um erro em grupo dilui a dor da pena sofrida. Em resumo, nos tornamos covardes diante da responsabilidade de administrar a nossa própria vida. Que vergonha!


Saudações a todos.